História

Consta da década de 60 o nascimento do conceito “fair trade”, ou comércio justo, na Europa como uma política comprometida com a reinserção de grupos produtivos negligenciados pelo setor produtivo tradicional. Em 1969 é inaugurada a primeira loja de comércio justo na Holanda, onde não só se vendiam produtos de pequenos produtores do Hemisfério Sul, mas também faziam campanhas de sensibilização contra as regras injustas do comércio internacional. Dos anos 70 aos 80 as organizações de comércio justo seguiam reunindo-se regularmente para intercambiar idéias. Em meados da década de 80 os efeitos combinados das crises de dívida externa e da queda dos preços de commodities estavam inviabilizando as comunidades das quais as Organizações de Comércio Justo compravam. Ficou clara então a necessidade de fortalecer a cooperação das organizações do Norte com as do Sul, fortalecer as campanhas de sensibilização social e de adquirir mais influência no manejo do comércio internacional.

Hoje, há uma rede de produtores, importadores, certificadores, indústrias, ONGs, cooperativas, universidades, editoras, consultorias e outras instituições especializadas em comércio justo, ético e solidário. Com um faturamento anual próximo de 600 milhões de euros, dos quais 400 milhões só nos países europeus, mais de 3.000 lojas de comércio solidário na Europa, 70.000 pontos comerciais com produtos certificados, uma rede mundial de 220 organizações focadas no comércio solidário - IFAT e 40 anos de história, o comércio solidário ganha força e mais do que um movimento de consumidores responsáveis ou uma moda passageira, ele se estabelece efetivamente como uma alternativa ao mercado capitalista convencional e uma esperança a longo prazo de melhor equilíbrio econômico entre os atores das cadeias produtivas globalizadas gerando relações mais humanas na produção e no consumo.
 
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