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07 de setembro de 2010

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Ricardo Augusto Calçado, presidente da ONG Onda Solidária,fala sobre o trabalho da ONG, nesta entrevista no programa Bem-vindo Romeiro da REDE APARECIDA.
Brasil Social Chic

O Projeto: 
Objetivo: O objetivo principal da distribuidora será promover o Comércio Justo e Solidário no país como uma alternativa para geração de trabalho e renda para grupos de produção em desvantagem comercial, estimulando a formalização do Comércio Justo como um nicho de mercado diferenciado no segmento da moda brasileira.
Atividades: estabelecer a primeira central de distribuição de atacado de Comércio Justo e Solidário com foco no segmento da moda.
Participantes: Atualmente a distribuidora é formada pelas seguintes marcas/empreendimentos:
Coosturart (Santa Cruz/RJ)
Justa Cor (Maré/RJ)
Fio Nobre (Nova Iguaçu)
Razão Social (Petrópolis)
Tudo Bom (Petrópolis)
Tranças e Tramas (Quissamã)
Meta: Implantação de proposta de Comércio Justo e Solidário nos cinco grupos produtivos e participação em 3 edições do Fashion Business (edições 2009 primavera/verão e edição 2010 outono/inverno e primaver verão) e outros eventos de moda.
Introdução: 
A ONG Onda Solidária, através do apoio e financiamento do SEBRAE, estabeleceu em 2008 no Rio de Janeiro uma Central de Distribuição de Comercio Justo no Segmento da Moda. 
A implantação de uma proposta de Comércio Justo e Solidário em um grupo produtivo aborda três aspectos fundamentais: crescimento econômico, desenvolvimento social e preservação ambiental. Neste último, pretende-se trabalhar com matérias primas ecológicas, como o algodão orgânico, que já é parte da cadeia produtiva têxtil do projeto, o PET, o bambu, entre outras possibilidades.
A ONG Onda Solidária vem desenvolvendo desde 2004 o projeto da cadeia produtiva têxtil de Comércio Justo, exportando sua produção para a França. Esta cadeia é formada por produtores familiares de algodão e pequenos grupos de costura da cidade de Petrópolis. Procura-se aplicar a cada elo da cadeia produtiva os princípios do Comércio Justo e torná-la cada vez mais próxima de um modelo ideal de relações justas de produção. 
O foco da cadeia se baseia na facção das peças e na produção do algodão, e nestes dois elos da cadeia produtiva estão os principais beneficiários de uma relação de comércio justo.
Em 2005, o tema da matéria prima ecológica começou a ser significativo no exterior. Havia uma demanda crescente no mercado europeu para peças de vestuário do comércio justo, principalmente após o lançamento da certificação de comércio justo para o algodão. Depois de importar algodão orgânico e justo do Peru, o projeto formou outras parcerias com produtores familiares no Brasil e mais recentemente no Paraguai.
Visando abrir o mercado nacional para marcas de Comércio Justo, este projeto consiste em estabelecer uma Distribuidora Brasileira de Comércio Justo com foco na moda ética. 
Além da cadeia produtiva têxtil descrita acima, e como o tema da moda abrange também outros produtos que não apenas o vestuário, como acessórios, bolsas, bijuterias, cintos, entre outros, foram escolhidos para integrar o mix de produtos da distribuidora alguns grupos de produção onde já foram realizados os planos de negócios de Comércio Justo através do SEBRAE RJ. 
A Distribuidora Brasil Social Chic terá como foco a ação no mercado nacional, entretanto possui estrutura para atender o mercado internacional.
Esperamos contar com o apoio da equipe organizadora do evento para que o tema do Comércio Justo e Solidário seja introduzido nesta próxima edição do evento. 
MATÉRIA PRIMA NATURAL
Algodão Orgânico
O algodão orgânico é todo aquele obtido em sistemas sustentáveis no tempo e no espaço, mediante o manejo e a proteção dos recursos naturais, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos ou outros insumos prejudiciais à saúde humana e animal e ao meio ambiente, mantendo e recuperando a fertilidade e a vida dos solos e a diversidade de seres vivos. O algodão orgânico apresenta as vantagens de: obter preços, em geral, 30% superiores aos do algodão comum; as técnicas da proposta orgânica ajudam na manutenção e na recuperação da fertilidade do solo e, em conseqüência, na recuperação do equilíbrio ambiental, diminuindo os riscos de prejuízos causados por pragas; manejo orgânico em lavouras consorciadas, oferece maior diversidade de produtos, tanto para o mercado como para o consumo humano e animal.
Malha de Bambu
O bambu é uma gramínea arbórea prolífica, crescendo até um metro por dia, e sua fibra é extraída de uma pasta celulósica, tendo um aspecto suave e reluzente, parecidos com o da seda. A malha de bambu é 100% ecológica, e traz, além da leveza, do toque agradável e da versatilidade, outros atributos próprios da fibra de bambu, como: proteção contra os raios UV; propriedade anti-bactericida, que elimina odores, e absorção da umidade. Essa é uma tendência mundial de se utilizar fibras naturais, biodegradáveis e fabricadas de maneira sustentável.
Malha de Pet
O PET – (politereftalato de etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. PET, é uma resina plástica e através dela produz-se o melhor e mais resistente plástico para a fabricação de garrafas. A garrafa PET, na indústria têxtil, depois que passa pelo processo de reciclagem, formando uma fibra/malha, segue para as malharias e confecções de artigos de vestuário. Esse material tem um valor social e ecológico agregado sem precedentes. Consumir produtos reciclados é valorizar a qualidade de vida, estendendo uma nova oportunidade de recuperação e equilíbrio ao meio-ambiente.
Fibra de Bananeira / Taboa
A extração da fibra não causa danos à natureza; o tronco de onde é retirada seria descartado, o que não causa desequilíbrio. As fibras não recebem tratamento químico. O artesanato apenas precisa de sol, com certa regularidade, para evitar fungos, por se tratar de um produto natural. Espera-se que a ONU eleja 2009 como o ano da fibra natural, valorizando esta matéria prima como um recurso sustentável para o desenvolvimento de produtos.
Seda
A seda é uma fibra natural usada na indústria têxtil. A fibra de seda natural é um filamento contínuo da proteína, produzido pelas lagartas de certos tipos de mariposas, sendo uma das matérias-primas mais caras. Obtém-se a partir dos casulos do bicho-da-seda por um processo designado de sericicultura.
Se houver maior interesse no tema podemos encaminhar a dissertação de mestrado de Ana Asti que aborda o tema do algodão e da moda no comércio justo internacional e realiza uma análise profunda da primeira cadeia produtiva têxtil de comércio justo no Brasil.

O Projeto: 

  • Objetivo: Promover o Comércio Justo e Solidário no país como uma alternativa para geração de trabalho e renda para grupos de produção em desvantagem comercial, estimulando a formalização do Comércio Justo como um nicho de mercado diferenciado no segmento da moda brasileira.
  • Atividades: estabelecer a primeira central de distribuição de atacado de Comércio Justo e Solidário com foco no segmento da moda.
  • Participantes:Atualmente a distribuidora é formada pelas seguintes marcas/empreendimentos:
  • Coosturart (Santa Cruz/RJ)
  • Justa Cor (Maré/RJ)
  • Fio Nobre (Nova Iguaçu)
  • Razão Social (Petrópolis)
  • Tudo Bom (Petrópolis)
  • Tranças e Tramas (Quissamã)
  • Meta: Implantar a proposta de Comércio Justo e Solidário nos seis grupos produtivos e participar em três edições do Fashion Business (edições 2009 primavera/verão e edição 2010 outono/inverno e primaver verão) e outros eventos de moda.

Introdução: 

A ONG Onda Solidária, através do apoio e financiamento do SEBRAE, estabeleceu em 2008 no Rio de Janeiro uma Central de Distribuição de Comercio Justo no Segmento da Moda. 

A implantação de uma proposta de Comércio Justo e Solidário em um grupo produtivo aborda três aspectos fundamentais: crescimento econômico, desenvolvimento social e preservação ambiental. Neste último, pretende-se trabalhar com matérias primas ecológicas, como o algodão orgânico, que já é parte da cadeia produtiva têxtil do projeto, o PET, o bambu, entre outras possibilidades.

A ONG Onda Solidária vem desenvolvendo desde 2004 o projeto da cadeia produtiva têxtil de Comércio Justo, exportando sua produção para a França. Esta cadeia é formada por produtores familiares de algodão e pequenos grupos de costura da cidade de Petrópolis. Procura-se aplicar a cada elo da cadeia produtiva os princípios do Comércio Justo e torná-la cada vez mais próxima de um modelo ideal de relações justas de produção. 

O foco da cadeia se baseia na facção das peças e na produção do algodão, e nestes dois elos da cadeia produtiva estão os principais beneficiários de uma relação de comércio justo.

Em 2005, o tema da matéria prima ecológica começou a ser significativo no exterior. Havia uma demanda crescente no mercado europeu para peças de vestuário do comércio justo, principalmente após o lançamento da certificação de comércio justo para o algodão. Depois de importar algodão orgânico e justo do Peru, o projeto formou outras parcerias com produtores familiares no Brasil e mais recentemente no Paraguai.

Visando abrir o mercado nacional para marcas de Comércio Justo, este projeto consiste em estabelecer uma Distribuidora Brasileira de Comércio Justo com foco na moda ética. 

Além da cadeia produtiva têxtil descrita acima, e como o tema da moda abrange também outros produtos que não apenas o vestuário, como acessórios, bolsas, bijuterias, cintos, entre outros, foram escolhidos para integrar o mix de produtos da distribuidora alguns grupos de produção onde já foram realizados os planos de negócios de Comércio Justo através do SEBRAE RJ. A Distribuidora Brasil Social Chic terá como foco a ação no mercado nacional, entretanto possui estrutura para atender o mercado internacional.

MATÉRIA PRIMA NATURAL

Algodão Orgânico

O algodão orgânico é todo aquele obtido em sistemas sustentáveis no tempo e no espaço, mediante o manejo e a proteção dos recursos naturais, sem a utilização de agrotóxicos, adubos químicos ou outros insumos prejudiciais à saúde humana e animal e ao meio ambiente, mantendo e recuperando a fertilidade e a vida dos solos e a diversidade de seres vivos. O algodão orgânico apresenta as vantagens de: obter preços, em geral, 30% superiores aos do algodão comum; as técnicas da proposta orgânica ajudam na manutenção e na recuperação da fertilidade do solo e, em conseqüência, na recuperação do equilíbrio ambiental, diminuindo os riscos de prejuízos causados por pragas; manejo orgânico em lavouras consorciadas, oferece maior diversidade de produtos, tanto para o mercado como para o consumo humano e animal.

Malha de Bambu

O bambu é uma gramínea arbórea prolífica, crescendo até um metro por dia, e sua fibra é extraída de uma pasta celulósica, tendo um aspecto suave e reluzente, parecidos com o da seda. A malha de bambu é 100% ecológica, e traz, além da leveza, do toque agradável e da versatilidade, outros atributos próprios da fibra de bambu, como: proteção contra os raios UV; propriedade anti-bactericida, que elimina odores, e absorção da umidade. Essa é uma tendência mundial de se utilizar fibras naturais, biodegradáveis e fabricadas de maneira sustentável.

Malha de Pet

O PET – (politereftalato de etileno) - é um poliéster, polímero termoplástico. PET, é uma resina plástica e através dela produz-se o melhor e mais resistente plástico para a fabricação de garrafas. A garrafa PET, na indústria têxtil, depois que passa pelo processo de reciclagem, formando uma fibra/malha, segue para as malharias e confecções de artigos de vestuário. Esse material tem um valor social e ecológico agregado sem precedentes. Consumir produtos reciclados é valorizar a qualidade de vida, estendendo uma nova oportunidade de recuperação e equilíbrio ao meio-ambiente.

Fibra de Bananeira / Taboa

A extração da fibra não causa danos à natureza; o tronco de onde é retirada seria descartado, o que não causa desequilíbrio. As fibras não recebem tratamento químico. O artesanato apenas precisa de sol, com certa regularidade, para evitar fungos, por se tratar de um produto natural. Espera-se que a ONU eleja 2009 como o ano da fibra natural, valorizando esta matéria prima como um recurso sustentável para o desenvolvimento de produtos.

Seda

A seda é uma fibra natural usada na indústria têxtil. A fibra de seda natural é um filamento contínuo da proteína, produzido pelas lagartas de certos tipos de mariposas, sendo uma das matérias-primas mais caras. Obtém-se a partir dos casulos do bicho-da-seda por um processo designado de sericicultura.

Se houver interesse, podemos encaminhar a dissertação de mestrado de Ana Asti que aborda o tema do algodão e da moda no comércio justo internacional e realiza uma análise profunda da primeira cadeia produtiva têxtil de comércio justo no Brasil.

Galeria de Fotos: 

 

:: fotos: André Telles. 

 

 
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